segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Eleição nova Comissão Coordenadora Concelhia, para o Biénio 2016-2018

No passado dia 3 de novembro os militantes do Bloco de Esquerda de Condeixa-a- Nova elegeram a sua nova Comissão Coordenadora Concelhia, para o Biénio 2016-2018. 

A lista vencedora é composta por Ana Filipa Loureiro, Cesar Gonçalves, Gisela Martins, Marco Oliveira, Rui Miguel Pinela, Salomé Bizarro, Tiago Acúrcio e tem como membros suplentes João Cosme e Sofia Loureiro. 

Sob o tema “PENSAR GLOBAL mas AGIR LOCAL…”, o plano de ação centra-se na continuidade das políticas locais seguidas até agora, até porque quatro dos elementos eleitos faziam já parte da anterior comissão, mas aposta também numa maior mobilização geradora de uma aprofundamento do enraizamento local e capacidade de o Bloco traduzir o espaço público conquistado numa maior capacidade de implantação na vida local. 

Comprometendo-se a apresentar propostas e soluções que se coadunem com as reais necessidades dos munícipes de Condeixa, a principal missão dos recém-eleitos membros da comissão coordenadora será a de procurar respostas para os problemas mais prementes dos cidadãos e das cidadãs de Condeixa e dar voz às soluções defendidas pelos munícipes, constituindo-se como uma alternativa credível e viável, aliás já comprovada pelo trabalho autárquico realizado pelos eleitos pelo BE na Assembleia Municipal. É também objetivo desta comissão alargar a sua rede de contactos e informações a todas as freguesias, em particular nas freguesias em que o enraizamento do Bloco é menor. 

Paralelamente, a abertura da sede concelhia constitui-se como outro grande objetivo, que permitirá consolidar o trabalho já efetuado a nível local, quer através de reuniões informais, plenários ou outros eventos de convívio entre militantes, dinamizando e dando maior visibilidade local ao partido. A sede local, mais do que o espaço logístico para apoio à atividade partidária, é sinónimo de permanência e de proximidade aos munícipes, criando espaços de debate abertos a todos. 

A comissão coordenadora Concelhia do BE, núcleo de Condeixa-a-Nova.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Intervenção BE Assembleia Municipal de Condeixa-a-Nova 26-09-2016





Por ocasião da última sessão ordinária da Assembleia Municipal de Condeixa, ocorrida a 26-09-2016, o Bloco de Esquerda Condeixa, representado pela camarada Gisela Martins, no período antes da ordem do dia, enfatizou os seguintes pontos:

1)       Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI)
Tendo por base a informação obtida, pela nossa bancada parlamentar, relativamente aos valores de isenção de IMI atribuídos aos fundos imobiliários, detalhado por concelho, solicitámos a identificação dos fundos imobiliários beneficiários em Condeixa-a-Nova.
Ainda relativamente a este imposto (IMI) solicitámos a quantificação da perda de receita resultante da aplicação das taxas de IMI familiar e, resultante deste pedido, questionámos se a autarquia pretende manter as mesmas taxas ou aumentar o benefício, traduzindo em atos as suas preocupações verbais, entenda-se o alívio das famílias, aumentando o seu orçamento disponível e libertando liquidez.

2)       Cerâmica Estrela de Conímbriga
Em virtude da nossa Visita à cerâmica Estrela de Conímbriga e da perceção das grandes dificuldades sentidas por esta empresa importa perceber: Como está o processo de licenciamento industrial da Fábrica (legalização dos armazéns)? De acordo com informações obtidas junto do responsável (Sr. Ramiro), da parte da cerâmica está tudo tratado.
Mais informaram que um dos grandes entraves à competitividade da empresa é o preço da energia (gás) e que este se deve ao facto de não ter gás natural canalizado (o Ramal termina na Nova Conimbriga) pelo que se coloca a questão: Tendo em conta a reduzida capacidade negocial da dita cerâmica (volume de negócio) mas concomitantemente a sua simbologia para o nosso concelho, não poderá a câmara funcionar como facilitador/negociador junto da instituição Galp por forma a conseguir uma extensão do Ramal do Gás sem que os custos sejam suportados pela empresa (e à semelhança do que fez com as telecomunicações recentemente)?

3)       Questão dos maus cheiros na Quinta do Barroso
Gostaríamos de saber se a autarquia tem conhecimento do abaixo-assinado que está a decorrer na urbanização da Quinta do Barroso, resultante do mal-estar coletivo provocado pelos cheiros nauseabundos. Mais informamos que foram feitas algumas diligências para apurar a origem dos mesmos que remetem para: a)problemas de esgotos e mau funcionamento da ETARde São Fipo (possibilidade de ligação com a fábrica de peixe) cuja gestão é da competência da autarquia; b) ETAR da Zona Industrial cuja gestão é da competência das águas do Litoral e c) alegada suinicultura. Depois de algumas explicações do Sr. Vereador Ferreira questionámos: a fábrica de peixe possui licenciamento camarário? Não é possível aprofundar conversações com as águas do litoral no sentido de uma mais eficaz monotorização das ETAR que estão sob sua gestão?

4)       Ambiente, ETAR de Bruscos  e Saneamento básico
No seguimento das questões relativas às Estações de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) questionámos:
a) Se já foi cumprida a ordem da Agência Portuguesa do Ambiente (Departamento de Administração de Região Hidrográfica) que ia no sentido de repor as anteriores condições de funcionamento da Etar de Bruscos;
b) Para quando o Saneamento no Beiçudo, Traveira, Ribaldo e Mata com ligação ao saneamento concelhio instalado em Alcabideque aproveitando o declive natural?
Relembrámos, uma vez mais, o executivo da existência de uma lixeira a céu aberto no espaço em que se realizava a antiga feira do gado e da necessidade imperiosa de intervir na estrada do casal da Estrada (uma das principais vias de acesso à Zona Industrial). 

Para culminar, no ponto 3.6 da ordem do dia (Relação dos Contratos Plurianuais de Fornecimento de Bens e Serviços – para conhecimento), questionámos os processos de ajuste direto feitos com a empresa Programas e Sorrisos, Lda.. O objetivo foi perceber quais tinham sido as outras empresas consultadas e os motivos da escolha desta empresa. Uma breve consulta no portal do ministério da justiça permite constatar que o ato societário da empresa Programas e Sorrisos, Lda é datado de 16-7-2016 pelo que se elimina automaticamente um dos critérios de escolha: experiência/histórico da empresa. Mais estranho se torna porque se trata da aquisição de serviços de vigilância humana para acompanhamento e supervisão de alunos nos trajetos de transporte escolar camarário (38544€) e serviço de apoio às atividades de animação e apoio à família do pré-escolar (46522€).